4 de setembro de 2014


Vivi momentos de muita solidão, ouvi muitas palavras de derrota, vi com os meus próprios olhos todas as obreiras da minha igreja se casarem primeiro que eu e ainda por cima muito mais novas de idade e de igreja, e um por menor, fui ao casamento de todas.

Na verdade, não tinha motivos alguns para sorrir, pelo contrário, parecia que engolia, não “sapos”, mas “bois”, estava feliz por elas, mas dentro de mim era como se uma faca permanecesse no meu peito, perdi noites de sono, orei, chorei, fiz tudo! Porém nada acontecia! Permanecia tudo da mesma forma.

Era uma dor muito intensa e uma vergonha horrível, pois tinha 27 anos e já lutava pela minha realização sentimental deste os 20 anos. 

Agora imagine como foi a minha guerra! Quantas não foram as sugestões ardilosas do diabo?

A verdade é que enquanto eu alimentava essa dor dentro de mim… A vergonha e esses sentimentos de inferioridade, a minha carne ganhava forças e por essa razão é que o problema se intensificava, e a minha fé, automaticamente, se atrofiava.

Sabe por quê? Porque eu fiz desse problema o meu deus! Essa é que é a mais pura verdade!

Mas foi num dia, cheia de revolta, não com raiva, mas com inteligência, que pus termo a esse tormento e disse para mim mesma: Não vou mais preocupar-me com este dilema. CHEGA! BASTA! Entrego nas Tuas mãos a minha vida amorosa, Meu Deus! Esta indignação foi comigo mesma.

Lembro-me que estava na casa de banho e olhei para o espelho, cheia de revolta, completamente inconformada, indignada, apontei o dedo na direção da minha imagem, e falei com firmeza:

- Luisa, acorda para a realidade, sai desse fracasso, quem é que vive em ti? Quem é o maior na tua vida? É esse sentimento ou o Deus que te livrou da morte? Eu determino Luisa, que a partir deste instante, és livre.

Isto saiu do mais profundo da minha alma. Foi um momento de decisão.

Sabe o que aconteceu? Naquela mesma semana, comecei a ver resultados. Primeiramente dentro de mim, eu fiquei livre, e quando menos esperei, aconteceu o que mais queria, mas uma coisa é certa, amiga, mais vale entrar no Reino dos Céus, solteira, do que no inferno, realizada na vida sentimental.

Por Brenda Santos, colunista do Blog "Obreiras do Altar"
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