24 de fevereiro de 2014

Era uma vez um reino próspero, cuja rainha temia a Deus e obedecia cuidadosamente aos princípios das Escrituras Sagradas. Por ocasião da colheita, ela resolveu fazer um grande banquete nos campos do palácio, para comemorar com seu povo e agradecer a Deus a dádiva que vinha da terra.

Nobres e plebeus se juntaram à realeza para participar do banquete. Cantando e dançando, todos festejaram a inigualável supersafra. Além disso, tinham a comemorar o período de paz que viviam, já que no passado a nação havia sido vítima de inúmeras invasões por parte dos reinos vizinhos.

"Meus súditos", disse a rainha, "o Senhor nosso Deus tem sido bondoso com o nosso reino e em tudo feito nossos caminhos progredirem. Assim como acontece no campo, nossa vida com Deus é fruto daquilo que semeamos. Se obedecemos às Suas Palavras, então alcançamos Suas promessas se somos rebeldes e desobedecemos aos Seus mandamentos, então fracassamos e somos destruídos. Portanto, lembrai-vos de dar ao Senhor os dízimos de tudo quanto for colhido, como também vossas ofertas de gratidão. Assim, Ele abençoará todo o trabalho de vossas mãos".

Todos, com alegria, concordaram e se puseram de pé, para uma oração. Apenas um homem daquele reino permaneceu sentado, ignorando por completo o discurso da rainha. Como estava sentado à frente, sua atitude chamou a atenção dela. "Vejo que o senhor discorda das minhas palavras", disse a rainha.

"Sim", disse o rapaz. "Veja, Vossa Majestade, que eu me orgulho de ser aqui o único que não acredita em Deus, e também não perco meu tempo pagando dízimos ou fazendo oração. Nem por isso deixei de colher, e não me falta o que comer!", continuou ele, com petulância.

"É com muito pesar que ouço suas palavras. Permita-me, porém, corrigi-lo: o senhor não é o único a não fazer orações e pagar o dízimo. Nossos cavalos e burros, vacas e bois, bem como todos os demais exemplares do reino irracional agem de forma semelhante ao senhor, e a eles também o Senhor nosso Deus, em Sua infinita misericórdia, garante o sustento", finalizou a soberana.
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